Miniabdominoplastia

A miniabdominoplastia é uma versão da abdominoplastia, mas que é feita apenas retirando o excesso de pele na região supra púbica (ou seja, na parte inferior do ventre), podendo ser feita a costura dos músculos reto abdominais na parte abaixo do umbigo. Isso resulta em uma cicatriz bem menor que nos casos de abdominoplastia clássica. É um procedimento frequentemente associado à lipoaspiração.

Em geral a miniabdominoplastia é feita em pacientes que estão dentro do peso ideal ou muito próximos a ele e que tenha apenas flacidez abdominal localizada logo abaixo do umbigo, além de casos de afastamento dos músculos reto abdominais apenas nessa região. Em geral ela é justamente feita em pacientes que não conseguem passar pela abdominoplastia tradicional, já que não há flacidez suficiente para levar a pele acima do umbigo até o púbis.

Para essa e qualquer outra cirurgia, é importante que o paciente tenha indicação para o procedimento e também esteja em boas condições de saúde, com doenças crônicas como diabetes e hipertensão controladas. Além disso, é importante que o paciente esteja bem psicologicamente e tenha expectativas reais quanto aos resultados do procedimento.

Consiste de avaliação clínica pelo cirurgião, que leva em conta não só a análise do corpo atual do paciente, bem como observando sinais importantes que podem limitar os resultados cirúrgicos como flutuações de peso, histórias de gestações, dietas e exercícios, bem como cirurgias abdominais prévias. Depois são pedidos os exames pré-operatórios (sangue, raio X de tórax, exame de urina e eletrocardiograma) com realização de uma avaliação do risco cirúrgico pelo clínico ou cardiologista. O cirurgião plástico também dá orientações pré e pós operatórias e faz a documentação fotográfica do caso.

Antes da cirurgia é importante o jejum mínimo de oito horas, bem como a suspensão de medicamentos que possam alterar a coagulação sanguínea do paciente.

A cirurgia começa com uma incisão na porção inferior do abdome, geralmente 6 cm de distância do púbis e a pele é retirada ou tracionada até a região central, para vislumbrar a porção de pele e gordura que será ressecada. Pode-se então “costurar” a musculatura reto abdominal, caso seja necessário. Após a ressecção desse fuso de pele (dermolipectomia abdominal) procede-se o fechamento por planos do ferimento e posteriormente coloca-se o curativo. Em casos selecionados, através da mesma cicatriz reduzida podemos tratar essa musculatura também na região acima do umbigo.

O procedimento é feito com anestesia, e pode ser utilizada tanto a raqui (anestesia nas costas) que paralisará e tirará a sensibilidade da região logo acima do umbigo até as pernas; quanto a anestesia geral. Entretanto, a anestesia não é uma regra, tanto que existem cirurgiões que realizam esse procedimento com anestesia local e sedação.

O tempo da cirurgia varia conforme o caso e até mesmo a associação de outros procedimentos, como a lipoaspiração, por exemplo. Podendo durar de uma hora a duas horas.

A maioria dos pacientes já está apta a retornar as atividades cotidianas em uma semana. Porém, alguns cuidados são necessários, como em qualquer outro procedimento cirúrgico. O edema inicial e os hematomas podem demorar a passar, mas em 21 dias uma boa melhora já é esperada. De qualquer forma, é importante ter um cuidado com a exposição solar da região, para evitar que os roxos se tornem manchas.

A recuperação depende de cada paciente, da maneira como cada pessoa responde a um trauma cirúrgico, porém o resultado final poderá ser observado após 4-6 meses.

Os cuidados pós-operatórios são muitos e vão desde a alimentação bem equilibrada e que auxilie na cicatrização dos ferimentos, drenagem linfática para melhorar o edema, deitar de barriga para cima e as pernas fletidas, evitar exercícios físicos por 45 dias após a cirurgia (ou até três meses em casos em que a musculatura é costurada), uso da cinta, entre outros.